“Eu queria sumir. Por dias, semanas, meses, sei lá.
“Sem clichês, sem rodeios. Diretamente indireto. Ou como queria. Você e eu não somos certos e errados. Somos dois nadas tentando ser apenas um, mas nossas tentativas são frustradas. Você, gosta que tudo seja do seu jeito; eu aceito tudo do seu jeito. Você reclama que foi do seu jeito; eu fico impotente e não falo nada. Somos errados, na verdade. Não deveria ser assim, tínhamos tudo pra dar certo, tínhamos. Infelizmente, não temos mais. Você e eu colocamos tudo a perder, infelizmente (felizmente pra sua família, e sua prima que me odeia) Você, eu, nós erramos em ter medo de amar. E agora eu continuo errando, erro e teimo em te amar. Você não vê? Não vê que eu grito sua atenção e tento te ter nos milésimos de segundo que temos uma conversa? Não vê que eu quero que você se preocupe comigo e me pergunte como foi o meu dia? Na verdade você vê… Você enxerga muito bem as coisas, só que, você tem um orgulho que fere a você e que destrói a mim. Você. Tudo é você. Me cansei de ser nada em minha própria vida. Cansei de você ser tudo nela. Mas admito que não quero ser apenas eu, tem que ser você e eu, nós. Estúpido. Temos que ser juntos, um monte de nada que se ama.
“Se lembra? De quando deitados olhando as estrelas, fazíamos planos para o nosso futuro, sonhávamos em ter nossa casa, e comentávamos como ela seria bagunçada, chegamos até a escolher o nome dos nossos filhos. De quando dávamos risadas de coisas bobas, tudo estava bom desde que estivessemos juntos. De quando você disse que não iria me deixar independente de qualquer coisa. Pois eu me lembro de cada detalhe que passamos juntos, me lembro de todas as promessas e planos… E você, se lembra?
“É não se contentar com pouco e te querer mais e mais; querer mais sorrisos, mais beijos, abraços […] querer mais de ti. É não te tirar dos pensamentos e mesmo assim não se cansar de te imaginar, de nos imaginar. Sou eu assim, te querendo com mais intensidade, querendo te cuidar, te mimar […] te amar.